quinta-feira, 12 de fevereiro de 2015

Artes do HC (Henrique Celso)

Por Edson

Estive na casa do Henrique há alguns meses e fui fotografando várias coisas relacionadas ao que fazíamos. Aqui vão alguns desenhos feitos provavelmente na escola e uma redação corrigida.








Toy's bar, Volkana grátis!

Por Henrique

Bar do Toy, 2001 a 2003, São Bernardo do Campo
Era o bar do pai do Toy (Contenção e Apoio dos Esquesitos). Também foi organizado por nós do pombal e desde o início foi muito bom. Ele ficava a menos de 100 metros do Pombal, era nosso quintal do Hard Core.
Locais do pico : Esquesito Somos, Chocolate Diesel, Octobones, Piano Black, Over Life Inc, Misters, Censor Shit, Foda C, QI entre outras.
Entrada gratuita e equipamento dividido entre as bandas.


Volkana grátis ???, 2006, São Bernardo do Campo
Bom, nunca fomos adeptos e nunca concordamos com a metodologia aplicada com as bandas iniciantes pelo o dono do Volkana, Tadeu. Mas teve algumas passagens nossas por lá que foram interessantes.
Eu, Henrique, particularmente tinha um bom relacionamento com o Tadeu. Aliás fomos eu e o meu grande amigo Pretto que arrumamos pela primeira vez o espaço LUX para ele fazer o festival ABC Pró HC, que depois virou uma grande febre e que ajudou a alavancar várias bandas de Emo Core.
Bom a metodologia de venda obrigatória de convite é um absurdo, mas temos que entender que o Tadeu era um empresário, e não um cara de banda ou mesmo da militância cultural. Então, em minha opinião, só cabe um julgamento ético Punk Hard Core se ele fosse um cara do rolê...  Como ele não era, azar de quem contribuiu para o enfraquecimento do cenário Punk Hard Core e para os acontecimentos que se seguiram.
No auge disso tudo, por volta de 2006, como não aderíamos à metodologia, eu conversei com o Tadeu e organizamos um show com apenas 4 bandas (algo que não acontecia. Na base eram cerca de 13 bandas por show) e mais: com entrada gratuita.
O Tadeu na época aceitou numa boa e na visão dele era a cota social da empresa dele para o cenário cultural...  rsss.

Isso balançou o cenário que estava condicionado a metodologia de venda de ingressos. Na seqüência fizemos mais 3 eventos desse porte.

quarta-feira, 4 de fevereiro de 2015

Banzai

Por Henrique

Banzai Surf Bar, 1995 a 2001, São Caetano do Sul
Vou falar aqui só sobre Hardcore no Banzai, pois esse bar abrigou várias atividades diferenciadas para juventude.
Essa história eu divido em 2 partes.
1995-1997
Em minha opinião, os anfitriões da casa eram a banda Nitrominds. Rolava várias bandas exporadicamente nas madrugadas de sexta, nós tocamos com os Esquesito Somos, Hardskória, dentre outras. O auge dessa época foi o show do Nitrominds com o Garage Fuzz.
1999 a 2001
Essa época o nosso coletivo foi mais atuant. Inicialmente começamos a tocar lá direto e em uma das vezes conversei com um dos donos, o Pardal, e me coloquei voluntariamente à disposição para agendamento das bandas sempre aos domingos. É claro que tinha sempre a colaboração de várias pessoas, no mais básico estilo de vida e luta do ABC.
A noite era maravilhosa! Começava com o Alexandre Cassolato discotecando o melhor do punk, HC e alternativo, depois vinham 2 bandas e, ao final, o mais curioso: forró universitário, onde você encontrava quase todos dos hardcore dançando com uma gatinha no mesanino do bar.
Na minha opinião, foi o espaço e a movimentação mais interessante que o ABC teve no final dos anos 90 e início dos 2000. Era o ponto de encontro de todos.
Locais do pico:  Esquesito Somos, Chocolate Diesel, Otchobones, Piano Black, Over Life Inc, Misters, Censor Shit, Foda C, QI, Projeto Nave, Espancamente, dentre outras.

Entrada gratuita e equipamento dividido entre as bandas.
Seguem cartazes feitos pelo Grão, Henrique e outros:











NósCausamos Bar



NosCausamos Bar, 1998, São Bernardo do Campo
Um bar com características de rock nacional dos anos 80, mas que aos domingos rolava uma cena mais alternativa organizada por nós do Pombal, Chalita Reencidentes entre outros.
Locais do pico : Esquesito Somos, Rencidentes ,Chocolate Diesel, Otchobones, Anarquiland , Freeland. Dentre outros, chegamos a ter o show do Againe com sua formação clássica.
Entrada gratuita e equipamento dividido entre as bandas. Seguem alguns cartazes:










Agitando shows

Por Henrique



Bom vamos falar um pouco sobre alguns lugares ou festivais  que rolavam no ABC paulista e que de alguma forma esse grupo (2693) ajudou a fomentar nos anos 90 começo de 2000.
As características de todos são bem parecidas: entrada gratuita, equipamentos divididos entre as bandas, divulgação própria das bandas, muita amizade. Resumindo, o mais puro espírito de coletividade que é o que respiramos no ABC desde que nascemos.
É claro que cada pessoa viu de um jeito o que aconteceu naquela época e nós respeitamos isso, mas gostaria de deixar bem claro que essa é a nossa versão, mais especificamente minha (Henrique).

Atitude For Fun, 1996, São Bernardo do Campo

Passando a época dos festivais de escola e etc, começamos a articular atividades mais conceituais. Veio então a idéia de fazer o festival Atitude For Fun.
Articulamos cerca de 5 bandas de Punk Rock e Hardcore de 3 cantos da cidade de São Bernardo, dividimos o aluguel do pico (sede social dos escoteiros) e a instrumentação e fizemos a atividade para cerca de 200 pessoas gratuitamente.
Fizemos mais 2 edições e na seqüência começou outro tipo de organização.
O mais importante desse evento foi a parceria que iniciamos através do finado  Brinco com o pessoal do Reincidentes, banda de Skate Punk do bairro Ferrazópolis .
Bar do Bó, 1997, São Bernardo do Campo



Era o bar do pai do Chalita (vocalista dos Reincidentes) no bairro Ferrazópolis. Ali aconteceu uma cena muito interessante de Punk e HC no ano 1997. Dentre outros, chegamos a ter o Show do DZK, Dead Fish e Dance of Days.
A organização era do Próprio Chalita com ajuda de vários parceiros, entre eles nós do Pombal.
Locais do pico : Esquesito Somos, Rencidentes, Sapo Banjo, Otchobones, Anarquiland, Freeland.
Entrada gratuita e equipamento dividido entre as bandas.

quarta-feira, 10 de dezembro de 2014

Microndas acústico

As pessoas tem pedido bastante para tocarmos no formato acústico.
Parece que os espaços para 'barulho' estão reduzindo. No começo fiquei receoso, mas agora considero uma oportunidade de aprender mais sobre meus próprios sons (como tocar e cantar diferente) e de como as pessoas sofrem o impacto diferenciado.
Tivemos a oportunidade de fazer um registro, que disponibilizo aqui.

Formol - -2014

Por Edson

Morrer Andando é uma música dos Esquesitosomos que foi gravada em 1997 e que deu origem à ideia do Formol. De lá pra cá toquei em várias bandas, satisfazendo e privilegiando outros estilos, mas ficou a necessidade de fazer um skate punk de guitarras abafadas com refrãos melódicos. Como já estava com a mão na palheta por causa do Microndas, compus as letras e as músicas do Formol nos últimos meses de 2011. Nessa época, o Fumaça se propôs a gravar o Microndas e o Formol ia no mesmo pacote.
O Formol foi produzido (gravado, mixado, masterizado) pelo Fumaça entre 2013 e 2014 com as seguintes participações: Edson (guitarras e vozes), Henrique (baterias) e Fumaça (solos mágicos, baixos e vozes). A arte é de Flávio Grão. O conceito de álbum (zine de arte + cd) é do Samurai. O nome Formol é uma homenagem aos amigos que há mais de vinte anos persistem no rock; alguns deles tiveram uma banda com esse nome, que hoje sugere esse autoadjetivo.

Discurso e resiliência

As letras do formol versam sobre o conflito vivido pelo eu entre os discursos impostos (pela sociedade, pelas instituições, por relações pessoais) e o próprio pensar e agir. Muitos desistem e cedem às pressões, por se sentirem pequenos, por serem acusados de incoerência, por serem taxados de culpados. Resiliência é o sentimento e a ação do eu de persistir em sua convicção.